“Palavras como se elas fossem mãos”

Postado em 18 de agosto de 2013

Em meio à concentração dispersa das palavras de hoje, pensei sobre algumas novas metas pessoais e, sempre, políticas. Minimizar os ímpetos de poder e as vontades de verdade. A culpa não é do outro. A culpa nem existe. Talvez o outro também. Até os santos de barro que eu admiro são santos de barro. Que eu admiro. Alter ego é uma ideia que pode ser bonita, um outro de mim que sou eu mesma. Mas, atenção, não há vozes outside your head, Mark. No meu agora: sempre lembrar que não existe uma única história. Mesmo que doa. Eu apenas não exerço aquilo com que não concordo, mas eu não alimento desprezo por conta disso. Não sustento mais relações oportunistas, nem de um lado nem dos outros. Eu não preciso me relacionar com todo mundo, tampouco ser amada por essa generalização abstrata. Vaidades são lugares perigosos de poder. Na minha terceira margem do rio só existirá a calma que eu li no livro e a amizade, que é um tipo de amor. Nenhuma menção a vampiros. O troco já está dado. O troco nem existe. Falo para me ouvir melhor, à ação. Não existem assuntos melhores e piores. Oposições binárias aniquilam lindas complexidades. Você não me diz o quê, você ouve se quiser. Tudo ideia. O amor, a melhor e mais bonita. O amor é todas as margens, sem centro, sem hiato, amor.

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