Porta

Postado em 30 de abril de 2016

Como um verso ou uma bóia. De ruídos translúcidos. Uma flecha apontada ad infinitum. Aquela pipoca de panela, o calor. Eu já posso ver o futuro. Sem borra, sem linha. Depois do café, ler o jornal. A vida não tem a menor perspectiva. Só grandes. Olhar em frente, apertar o travesseiro. Voltar três casas. Quiçá maluquice, Alice. Para o fecho, tem você multicromático. Poucas primaveras e um tango.

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