Saúde

Postado em 24 de junho de 2014

Precisando de um momento de arejamento mental, correu ao blog, como quem corre à salvação, ponderou sobre a potência dramática da frase, mas não corrigiu, pois está trabalhando o desejo e a auto-censura, seguiu, em seu desabafo cósmico-colorido, pensando que entre o ser humano, olha que linda generalização, e a felicidade, só existe o como você diagnostica e lida com o problemas que te imobilizam, depois de recuperar a fé da humanidade nesse sentimento tão almejado, voltou ao trabalho canino de limpar a tese de doutorado, para a qual ela criou estratégias de sobrevivência para escrita e gozo, escrita é artimanha, ela também pensou mais cedo, muito embora não tenha postado no facebook, no processo da escrita e leitura solitárias, há muito desejo de postar frases e músicas no facebook, funciona como um respiro e, pode ser que ninguém deseje interferir nessa dinâmica pública-pessoal, a cada dia, ela tenta descobrir novas músicas, discos, sim, ela fala discos, artistas, para tomar com vinho, mas a azia provocada pelo açúcar do desejo, cita, a impede de continuar, é culpa, para e volta ao alinhavo que não acaba nunca, mas tem data para acabar, pensa em como podem ser infinitos os segundos que se passa chorando ou gozando, tem saudades do amor, mas seu senso prático a impede de se concentrar nisso, o tempo das caravelas passou, faz nova lista de tarefas a curto, médio e longo prazo e a principal delas, que está endereçada à julho, e a principal delas, a mais adiada delas, sem a qual nada mais pode existir, vai aos poucos tomando corpo, tomando corpo, o corpo, só existe o corpo.

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