Arquivo da tag: Santo Antônio além do Carmo

Da rede

Postado em 4 de agosto de 2014

Fugi para as montanhas, subi o morro e agora estou aqui. Morar em casa e ter mato no quintal, seus mosquitos, seus barulhos. O verde no fundo da casa. Espessa massa de produzir vento. É tanto sono que ando projetando um tempo diferente para a casa. Isso porque, apesar de ter chegado há dois dias, eu já vivia aqui bem muito. Agora é estudar silêncios, algumas cores, música. Uma nova lista de afazeres, que deve incluir chá e cochilo. Multidão, nem as pequenas. Corram para as montanhas.

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Setlist

Postado em 30 de junho de 2012

Da varanda, a rotina dos mijos de esquina, dos casais de canto de poste e dos carros em diagonal e sobre os canteiros. Na última sexta do mês, Santo Antônio samba.

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Miau dele

Postado em 22 de junho de 2012

Gatinho faz bagunça no telhado. É chegar na porta, gatinho corre. Duas vezes já. Faz susto o gatinho comendo as estrelas sobre a casa. Se eu deixo a greta da janela aberta, acordo com gatinho dentro de casa. Hoje, pegando picula nas telhas, gatinho brigou feio. Aquele barulho de carne com saliva. Eu nunca tive bicho de estimação. Mas hoje eu criava gatinho só pelo verso.

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Outro avião sobre a cabeça

Postado em 7 de março de 2012

Aqui é assim. E faz barulho. Ai, a preguiça de olhos abertos…

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Daqui

Postado em 7 de janeiro de 2012

Um senhor atravessa a rua, um carro é estacionado, um moço passa cantando tudo o que ouve, a menina enxuga a testa com um saco de pão, três crianças pulam no fundo da praça, meninos cabeludos tomam cerveja, jogam dominó e pensam na próxima canção. Eu estou observando a lua quase cheia. E minha câmera nem atravessou ainda a grade da janela, sem cortes.

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Onde a planta faz a curva

Postado em 5 de dezembro de 2011

Casa muda tudo. É quando chove e quando faz sol. Molha a cama, risca de barulho e cisco. Sol sobre os lençóis. Assim todo dia. O vento chega por cima e pelos lados, muito embora não existam muitos desenhos no telhado. Não vejo o rosto de ninguém, nem os bichos. Mas, pela simetria das madeiras, chega, enfim, a mansidão de que preciso.

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Da balaustrada

Postado em 17 de novembro de 2011

Disco novo de Chico, muitas malas ao redor. O telhado da nova casa merece poesia e corações rolando e embaraço de pernas. Muitas plantas para conversar comigo, muita terra para ouvir. Porta que range, Chico que pipoca. E, na ponta dos pés, tem muita coisa além do Carmo para ver.

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