Arquivo da tag: Soltos

Nota de receita

Postado em 21 de julho de 2014

A palavra que segue cansaço precisa ser renovação.

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Mantra

Postado em 10 de julho de 2014

O fim está no começo e o começo está no fim.

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quase fim

Postado em 8 de julho de 2014

soluçando, minúscula, perto do fim, há sete páginas, tãoperto-tãolonge, que, daqui, vejo areia, vejo monte e nunca a chegada.

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Viagem

Postado em 1 de julho de 2014

Ando brincando de circundar um assunto. Pego o papel e os lápis de cor e vou cuidando dos entornos. Engatar ao centro demanda tempo e amor. Porque isso é só uma imagem difícil. É tudo mole e descentrado. E em todas as escolhas, é preciso que haja ternura.

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Acontece

Postado em 25 de junho de 2014

Ali, aqui, o café fazendo efeito, a parte dura de concluir algo, ouço no pé, o segredo compartilhado da amiga: new mistakes only. Não sinto mais nada, isso não é ótimo? Hoje veio cura e um novo vendaval. E que felicidade. Mainha, é tanta luz que quase posso acreditar.

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Saúde

Postado em 24 de junho de 2014

Precisando de um momento de arejamento mental, correu ao blog, como quem corre à salvação, ponderou sobre a potência dramática da frase, mas não corrigiu, pois está trabalhando o desejo e a auto-censura, seguiu, em seu desabafo cósmico-colorido, pensando que entre o ser humano, olha que linda generalização, e a felicidade, só existe o como você diagnostica e lida com o problemas que te imobilizam, depois de recuperar a fé da humanidade nesse sentimento tão almejado, voltou ao trabalho canino de limpar a tese de doutorado, para a qual ela criou estratégias de sobrevivência para escrita e gozo, escrita é artimanha, ela também pensou mais cedo, muito embora não tenha postado no facebook, no processo da escrita e leitura solitárias, há muito desejo de postar frases e músicas no facebook, funciona como um respiro e, pode ser que ninguém deseje interferir nessa dinâmica pública-pessoal, a cada dia, ela tenta descobrir novas músicas, discos, sim, ela fala discos, artistas, para tomar com vinho, mas a azia provocada pelo açúcar do desejo, cita, a impede de continuar, é culpa, para e volta ao alinhavo que não acaba nunca, mas tem data para acabar, pensa em como podem ser infinitos os segundos que se passa chorando ou gozando, tem saudades do amor, mas seu senso prático a impede de se concentrar nisso, o tempo das caravelas passou, faz nova lista de tarefas a curto, médio e longo prazo e a principal delas, que está endereçada à julho, e a principal delas, a mais adiada delas, sem a qual nada mais pode existir, vai aos poucos tomando corpo, tomando corpo, o corpo, só existe o corpo.

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Martha Brum

Postado em 17 de junho de 2014

Entumeço enquanto percebo. Aprendo, pelos poros, uma coisa de pretérito, uma coisa de nadar. Perde-se a crença até voltar à crença. Mágica alguma. Toda mágica possível. Fé e tempo correndo em direções opostas. Cruzamos no fim do mundo. Um suspiro, três potes de manteiga para escorregar. Agora sou só eu. Não é sempre assim com todos?

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Pedra, poeira e arame farpado

Postado em 16 de junho de 2014

Duro vento antecede o título. Agualusa e outras descobertas. O drama da semana: o corpo coberto de placas vermelhas. A possibilidade de uma geografia, de um mapa de pele. Tudo sopra. O amor, esse ardil. Até hoje novas palavras significando coisas diferentes. Liguei o motorzinho, baby. As listas todas. Duas semanas para concluir quatro anos de aprendizagem de palcopapel. Depois, só abismo without a safety net. As palavras bonitas são: concha, tartaruga e sombra. Em algum lugar deve haver algo que sobre nisso tudo. Agora, um mosquito passa ao lado, observo mais uma mancha e agradeço a temporária ausência de unhas para coçar mais forte a lateral do meu corpo. Sinto muita agonia, que era como eu chamava, pequena, ansiedade. Não é cosquinha, nem cócegas. Entro de cabeça no quinto capítulo.

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Humor me before i have to go

Postado em 7 de junho de 2014

Os dedos pelos cabelos, as unhas roídas, um desconcerto, a imagem daquele cágado que cruza o caminho de uma menina que cresceu um pouco à esquerda, comecei um novo romance, de escritor ainda desconhecido, o primeiro parágrafo é pura sedução, tudo que é e não é uma metáfora, adiei tanto algumas metas que agora é inescapável acabar, concluir, finalizar, repito para entender, repito para conseguir te amar, vou chegar ali, pelo telhado, e olhar pra baixo, vendo as nuvens, que protegem o chão, vesgo, onde preciso deitar, e, você, se chegar, venha manso e não me peça nada, uma vírgula não me peça, deite comigo, encoste a cabeça no casco desse cágado e ouça: speak to me in a language i can hear.

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Cocooned

Postado em 13 de abril de 2014

– Well, that’s the end of an era.
– Won’t be the same now.
– We never should’ve come back. If we’d stayed put, this never would have happened.
– Oh, you can’t second-guess fate. You gotta take it the way it comes, then try and figure out how to deal with it.

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