Arquivo da tag: Soltos

Catavento

Postado em 11 de abril de 2014

– E aí, nega, luz no fim do túnel?
– Sim. Com cheiro de rosas.
– Vou ligar o liquidificador, mas o barulho vai ser rápido.
– Eu estou alimentando muitas dúvidas.
– Não alimente as dúvidas, não alimente as dúvidas.
– Por quê?
– É como amar uma ideia e não uma pessoa, baby.

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Home

Postado em 3 de março de 2014

Ao que parece, o ano é de plantar. Não. É de plantar ao mesmo tempo em que se en/colhe.

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Aquela velha história de um desejo

Postado em 4 de janeiro de 2014

O tempo é de concha. Coisas que a procratisnação e o privilégio dos prazeres imediatos podem fazer por você: condensar o alinhavo de um tratado épico de quatro anos de pesquisa no mês mais quente do ano. Minha pior inimiga sou eu. Credo. E os que me conhecem do avesso dizem: você vai fazer, o problema é que você sabe disso. Tá correto, tá joinha. E sei que não posso prometer para mim mesma que isso nunca mais vai acontecer. Curto mentira não. Paralelo à ansiedade, que hoje nem consegui transformar em metáfora baixa e suja, sigo querendo ir embora e fugindo do medo que isso tem me provocado. Aqui não é. Aqui não tem sido. Vontade de largar tudo e existir apenas virtualmente. Ou como um fractal. O gnomo que vive na veia que leva ao meu dedo mindinho do pé ri de mim toda vez que eu digo vou e será sem aviso. Vou como quem não está indo. Aquele fim de semana enternamente prolongado. Estou em cólicas e a cada espirro perco três filhos. Fora isso, as fantasias paranóicas e pensamentos parasitas. Respiro um mantra para viver de outra maneira. Truth is: I’m a mess. Mas, indo lá fora, em minha ficção dos dias, eu me acho. Isso é um parêntese necessário e sem necessidade. Não quero enlouquecer ainda. Nem aos quarenta e cinco. Ventre aberto ao sono no peito que me amolece. Chico me dizendo: a concha guarda o mar no seu estojo.

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Amanhã

Postado em 11 de outubro de 2013

“Rio ou São Paulo, Buenos Aires, Fortaleza, todas as cidades que transbordam de beleza. Todos os perfumes que podemos respirar. Tudo isso só importa quando eu vejo você chegar.” Não sei de quem é, só ouço seguido, mesma voz, repetidas vezes, como quem deseja grafar não apenas a música, mas o desejo, na pele, das cidades todas, de, assim, de repente, sem aviso, despedida ou serpentina, partir, futuro novo, limpo, colorido radical.

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Pão com manteiga, café com açúcar

Postado em 26 de setembro de 2013

Quarteto de morte, um pedaço bom da manhã, aquela ambiguidade que comove e que é tola como tudo aquilo que não vemos bem mas que está nítido em nossa frente. Por um mundo com lentes um pouco mais precisas, rezo.

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Interlúdio

Postado em 21 de setembro de 2013

E às vezes é só isso, cachos em desalinho e aquela lucidez, aquela lucidez que só vem com os dias.

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Knowing your love’s decided and all love is real

Postado em 19 de agosto de 2013

Eu transcreveria toda a letra pelo fetiche que o efeito daquela fórmula no palco exerce sobre mim. Coisas que espocam e dilaceram. E eu sei, não é nada disso. Nunca é nada disso. 

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There’s a lot goin’ on

Postado em 19 de agosto de 2013

Súbito interesse por coisas psicodélicas. Outside the box ou fora da bolha. Talvez só reste mesmo o Capão quando o mundo acabar. Penélope deseja: meditação e sopa quente. Fechar e vislumbrar, essa palavra bo-ni-ta, novos ciclos. Há muita coisa acontecendo. Antes e depois daquele bebê se desafogar naquela banheira.

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New mistakes only

Postado em 13 de agosto de 2013

Entrei rastreando o fim. Ele veio. Entrei desenhando futuros certos. Corte brusco. Nos dois casos eu não saí antes do barco afundar, fui saindo ao mesmo tempo em que ele afundava, saindo e vendo durante, todo o movimento do fim. Pro futuro: cortar pela raiz os medos das ervas mais fundas. Quando acaba, acaba. Mas escute os sinais. Respire o tempo. Ouça o que é intuitivo e só de sozinho. Se é trapézio, não evite a queda. Mas sinta e pense. Naquele sal de rio a perder de vista. Algumas coisas são apenas infinitas. Mas isso é dentro. Assente nova carapuça e dance. De certas bebidas, você prefere o doce. Com gelo, por favor.

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Criança nonsense

Postado em 12 de agosto de 2013

No chevette, voltando de Periperi, depois de contar todas as luzes dos postes, deitada no banco de trás, chupando dedo e cheirando o paninho. Vamos atravessar o túnel Américo Simas, minha mãe anuncia:

– Filha, olha o túnel.

– ÊÊÊ! O túnel do pau! Parabéns pra você! Todo mundo!

(Família moribunda)

– Parabéns pra você, nessa data querida!

E todo túnel era assim.

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