Três pontinhos

Postado em 4 de janeiro de 2016

Um pensamento que me seguiu, ainda na avaliação das entranhas sobre o ano passado, foi sobre a enorme diferença entre estar a serviço da criação sob encomenda e estar a serviço da criação autoral, aquela do umbigo. Não há conclusão, há desejo de umbigo. Aquele buraco que sempre me leva para a barriga do meu pai, muito embora a minha concha tenha sido sempre materna. Estou no começo de um abismo. Vejo isso sublinhado em dourado, com cola e purpurina. No meio do ano solar, aos 35. Não é só um ano que virou, a cabeça vibra. Cheguei naquele ponto de fêmea independente. Só que, vejo agora, não existe topo da montanha, nem local sagrado o suficiente para assentar e descansar. Vou ali, morrer de querer mais.

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